Revisar um livro é revisar ideias

Revisar A Estrutura Invisível não foi corrigir palavras. Algumas ideias precisam amadurecer antes de conseguirem ser explicadas.


Achei que revisar um livro seria corrigir palavras.

Não foi.

Foi revisar ideias.

Algumas páginas mudaram porque ainda não diziam exatamente o que eu queria dizer.

Outras mudaram porque, quando voltei a elas meses depois, percebi que eu já não pensava exatamente da mesma forma.

Existe algo curioso em escrever por muito tempo.

Você começa tentando organizar um pensamento.

Mas, em algum momento, o próprio pensamento começa a reorganizar você.

Aquilo que parecia definitivo ganha nuances.

Aquilo que parecia simples revela novas camadas.

E algumas certezas deixam de parecer tão certas.

Talvez por isso algumas páginas tenham sido escritas rapidamente.

E outras tenham levado meses para encontrar a forma certa.

Não por falta de inspiração.

Mas porque certas ideias precisam amadurecer antes de conseguirem ser explicadas.

Nem todo aprendizado acontece enquanto vivemos uma experiência.

Às vezes, ele acontece quando voltamos para ela com outros olhos.

E talvez seja por isso que o tempo continue sendo um dos ingredientes mais subestimados de qualquer processo de construção.

Algumas coisas podem ser aceleradas.

Outras precisam ser compreendidas.

Uma das reflexões que inspiraram a construção de A Estrutura Invisível.

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