Movimento não é progresso

Equipes muito ocupadas podem produzir pouco impacto. A diferença quase nunca está na capacidade das pessoas, e sim na clareza sobre o que importa.


Existe uma armadilha comum em muitas organizações.

Confundir movimento com progresso.

As reuniões acontecem.

Os projetos avançam.

As planilhas são atualizadas.

As mensagens circulam o tempo todo.

Tudo parece estar avançando.

O problema é que atividade e avanço não são a mesma coisa.

Ao longo da carreira, já vi equipes extremamente ocupadas produzindo pouco impacto.

E equipes aparentemente mais lentas promovendo mudanças significativas.

A diferença quase nunca estava na capacidade das pessoas.

Estava na clareza.

Clareza sobre o problema que precisava ser resolvido.

Clareza sobre a prioridade que realmente importava.

Clareza sobre aquilo que merecia atenção e aquilo que não merecia.

Quando essa clareza diminui, algo curioso acontece.

A atividade costuma aumentar.

Mais alinhamentos.

Mais acompanhamento.

Mais urgências.

Mais esforço.

Como se o movimento pudesse compensar a falta de direção.

Mas raramente funciona.

Porque direção não é consequência da atividade.

É aquilo que dá sentido a ela.

Talvez uma das perguntas mais importantes para qualquer líder seja:

Estamos realmente avançando?

Ou apenas nos movimentando muito?

Uma das reflexões que inspiraram a construção de A Estrutura Invisível.

Publicado originalmente no LinkedIn. Ler e comentar no LinkedIn ↗

Para continuar a investigação